
A Garota Estrela podia brilhar no céu real, mas teimosa como era, optou por brilhar no mundo dos sonhos, onde todo o céu era coberto por nuvenzinhas de ilusão... O que tornava seu trabalho uma tarefa bem mais difícil, já que pra fazer sorrir o pessoal lá em baixo, ela precisaria mandar seus feixes de luz por entre todas aquelas nuvens escuras.
O povo no mundo dos sonhos é todo ele encantado e como já diz o nome, se encantam... E encantam com qualquer raiozinho de luz. O lado ruim disso é que como qualquer encanto facilmente é quebrado, a Garota estrelinha era obrigada a usar de toda a sua luz para conquistá-los de novo a cada fim de noite.
Muito tempo se passou e a Garota estrelinha quase nem brilhava mais de tão fraquinha.
“Aaaah! Como eram caros aqueles sorrisos!” _ Reclamava.
Eram tão inconstantes que não renovavam nela todo o seu brilho.
A Estrelinha precisava dos sorrisos apaixonados que só encontrava lá no céu real...
É difícil brilhar em meio a tanta nuvem de ilusão... O povo encantado não tem culpa, mas só se apaixonam pela metade e a Estrelinha queria ser ela por inteira.
Decidida, a Garota estrela pulou!
E foi um pulo tão alto,
mas tão alto...
Que ela caiu de cabeça no mundo real...
E a primeira coisa que viu quando chegou, foi o maior sorriso do mundo, de um moço que sozinho observava o céu.
O moço ficou tão apaixonado, que deu a ela um presente...
Deu a ela um novo nome...
Chamou-a Estrela Cadente.
Águas de lá .
O cheiro de água na terra, o barulho das gotas no vidro...
Guardo-me no conforto onde é quente e seguro,
mas min’alma dança nas gotas
Águas de norte e sul
Brincando de vida nas poças,
Ser o sereno
Lavar meu pior
Renovar-me, ser eu...
Completa de água da chuva|
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